Hoje eu resolvi criar este novo blog aqui pra falar apenas daquilo que merece ser falado.
Tenho uma série de outros blogs. E, penso, isto é apenas natural, dada minha (terrível) versatilidade de homem renascentista pós-moderno delirante.
E por falar nisso, pra quem conhece o tal do sono dos leões, supostamente praticado lá pros 1500 e algo pelo mestre daVinci, estava então agora há pouco deitado pensando em design de jogos, e então outros pensamentos (que levaram à ideia deste blog) surgiram.
Um deles tinha a ver com lembranças antigas e maneiras de contar histórias para o mundo moderno. (Falaremos sobre isso muito em breve, e com certeza valerá a pena.)
(Outros tinham a ver com mecanismos pra atirar bexigas e formas de encher bexigas com líquidos coloridos capazes de manchar roupas. Bom...)
Não quero te enrolar. Então, pra começo de conversa, vou explicar em linhas gerais o título do blog.
NOTA: Se não quiser ler, eu usei uma fonte diferente, assim fica bem fácil você pular pra parte menos narrativa e chata. (Que é o alvo real dessa postagem.)
[...] Há 4 anos e meio, quando eu estava ainda pra atingir os 18, algo doido me atingiu, caiu sem pára-quedas na minha cabeça. Um piano desafinado. E isso ainda dói, tantas vezes... Minha cabeça rompeu-se. Rachou, como um aquário cheio de coisas que preferimos manter dentro do aquário. E molhou toda a sala, os tapetes, o playstation, deixando peixinhos se debatendo,
Pior, eu fiquei me debatendo.
Por mais de 4 anos, sim.
Quando algo desse tipo acontece a uma pessoa, todas as outras tendem a ver o caso como algo mais simples do que verdadeiramente é. Não deve ser exatamente culpa delas; quando um comportamento se repete dentro de várias cabeças criadas a certa distância uma da outra, só podemos deduzir que este comportamento seja o comum e esperado. O padrão da raça.
Por isso, não tive muito auxílio psicológico.
E de repente, dali de fora do rio, comecei a poder observar as coisas como se elas fossem meros objetos de estudo, diferente de quando eu era um peixinho que tentava viver segundo o que se espera de um peixinho.
e um grande peixe, o CARA ESTRANHO, com aquele rabo de sereia numa festa cheia de gente com máscaras faciais.
[...]
Pronto.
Pois bem.
Existe algo – e isto, creio, é uma doença exclusiva do animal humano – que alguns de nós já vimos, conhecemos vagamente, provavelmente em filmes e HQs, e, bem menos frequentemente, em exemplos reais, que se chama Crise de Identidade.
Eu tive isso.
Significa, resumindo bem, perder a sensação de identidade.
Explicações. Todos nós temos coisas dentro de nós que, queremos crer, nos definem. P.e., quando alguém entra num site do tipo rede social, normalmente existe uma caixinha onde se digitam as coisas que a definem. Sim, eis. Depois que isso acaba, digo, depois que você perde a crença nestas coisas, e creia-me, você não tem escolha quando acontece, então você simplesmente vê seus conceitos reduzidos a brinquedos quebrados. Em outra metáfora: os seus peixinhos do aquário são retirados de seu meio confortável, e estão agora a se debater no tapete da sala. Você começa a sentir coisas um tanto absurdas, um inventário maldito de sintomas que antes você pensava serem exclusividade de gente drogada ou completamente lelé. Aliás, já que eu falei de gente drogada, você sente-se frequentemente como um usuário de drogas em abstinência, realmente no fundo do poço, e com ferramentas enferrujadas que não te ajudam a subir.
Depois de alguns anos sentindo essas coisas, você percebe possíveis saídas. O negócio é cavar, com as unhas, mesmo. (Eu sempre tive unhas muito fortes, pra minha sorte.) Cavando, você encontra a verdade sobre as coisas. E, como disse um velho personagem bíblico, a verdade vos libertará. Sim. Por algum tempo, já que a coisa é muito mais complexa.
Tem um jogo de PC, o nome é Planescape: Torment, onde o protagonista é um tal de Nameless One, (O sem nome...) um ser fadado à imortalidade e que se esquece toda vez que renasce de suas vidas prévias. O jogo é cheio de densidade literária. Existem personagens falastrões que enchem a tela com verbosidades altamente cansativas de ler, mas tudo excelentemente escrito, e contundente. Eis um exemplo artístico de crise de identidade. (Eu citei, apenas como exemplo mesmo, quem sabe sirva a alguns.)
Depois eu virei aqui acrescentar fotos, caso eu creia necessário, e revisar isso, além de acrescentar o que tiver de ser acrescentado...
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